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Existem algumas coisas que a gente fica sem entender, e o sucesso que a banda Shaman faz lá fora (Europa, Japão, EUA) é algo incontestável. Porém, aqui no Brasil a banda não tem o mesmo espaço. Em seu novo disco, a banda mostra a que veio, e que se for por falta de qualidade, isto não será barreira para banda conquistar o Brasil! Leia esta entrevista dada pelos integrantes Ricardo Confessori (bateria) e Thiago Bianchi (vocalista).

ZAPPHY – Primeiramente, parabéns pelo novo trabalho, em especial o videoclipe “In the dark”. Aproveitando, façamos um gancho para este novo trabalho! O que é o diferencial do disco IMMORTAL em relação aos anteriores, tirando o fato da mudança dos integrantes?

Ricardo Confessori - No Immortal tentamos obter um cd riquíssimo em melodia e detalhes instrumentais , e ao mesmo tempo bem pesado. O Ritual continua sendo meu  CD preferido da antiga fase e ele define bem o estilo do Shaman. O Immortal tem muito do ritual, mas vai além disso,pois  é um disco muito versátil , onde existem músicas com afinações baixas e vocal rasgado , até uma música totalmente acústica resgatando um clima “Holy Land” (Angra).O tema Immortal foi uma forma de mostrar que o Shaman não acaba porque a maioria deixa a banda. Queria passar para as pessoas esse sentimento de que , uma só semente é o  bastante para que  uma nova floresta cresça. Tudo que precisamos e de coragem e superação, uma coisa que conheço bem por todos esses anos lutando pelo metal como baterista.O nome do CD também não deixa de ser uma mensagem pra todos nós , no que se refere ao nosso planeta, que ainda podemos salvar,  mantendo – o imortal.

ZAPPHY – As bandas brasileiras, em especial as ligadas ao heavy-metal, hard rock, power-metal , sempre tiveram um mercado relativamente fechado aqui no Brasil, mas em compensação, possuem um mercado fortíssimo lá fora, em especial o Japão e a Europa! Como tem sido o trabalho de vocês para conquistar o público brasileiro? E como tem sido a luta para que as rádios, que geralmente preferem “creu”, toquem uma música muito mais trabalhada?

Thiago Bianchi: Essa é realmente uma pergunta que até nós mesmos não nos cansamos de fazer? O fato é que esse é um estilo na verdade sustentado não só por nós que o fazemos, mas também pelo público que o apóia. Acho, sinceramente, que para algo mudar os roqueiros de “plantão” deveriam exigir mais do seu estilo querido em nossa sociedade. Pra mim, esse seria um bom começo.

ZAPPHY – Uma pergunta que os fãs daqui de Itabira e região me pediram para fazer: porque a banda com sua formação original, em especial o vocalista André matos, se separou? Mesmo com o sucesso obtido no cenário nacional e internacional, a convivência e as diferenças profissionais forma maiores?

Ricardo Confessori -  Isso é uma coisa que você deve perguntar a eles. Até hoje o que me foi dito é que simplesmente de uma hora pra outra, não havia mais o desejo, por parte deles, de dividir o palco comigo, pois o tempo havia desgastado a nossa relação. È tudo q posso dizer a respeito disso.durante esse tempo todo

ZAPPHY – Vocês já conseguiram emplacar o vídeo “In the dark” na MTv. Daqui em diante, quais são os projetos que poderemos ver? Tem um DVD na ponta da agulha?

Thiago Bianchi: Já estamos em processo de composição de um disco novo! Além de estudamos a possibilidade de um DVD juntamente com seu  lançamento.

ZAPPHY – Como é que tem sido esta experiência de banda com formação nova, disco novo, em um mundo de CDs e DVDs piratas? Como a banda vê este problema e como a banda vai lidar com isso? Lá fora (Japão e Europa) também existe pirataria? Vocês já tiveram algum álbum pirateado?

Thiago Bianchi: Acredito que isso seja um problema mundial. Com certeza conosco não seria diferente. Mas de qualquer forma o lema, por enquanto, é não desanimar e encontrar caminhos de lidar com essa nova “realidade” mercadológica mundial.

ZAPPHY – Uma mensagem para os leitores do jornal ZAPPHY e para os seus fãs em Itabira e região!

Thiago Bianchi: Obrigado pelo apoio não somente ao Shaman, mas tbm ao Rock.

Abraço à todos!