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ZAPPHY – A banda do seu começo aos dias atuais, sofreu mutações consideráveis, nem sempre por vontade de vocês, como por exemplo, a saída do Rodarte antes de assinarem o primeiro contrato, a saída do André e o falecimento do Cadú. Mesmo assim a banda conseguiu buscar forças e hoje se encontra aí como uma das melhores bandas de rock no cenário nacional. Estas mudanças/alterações repercutiram na sonoridade da banda? 

Beto Nastácia - É claro que apesar da banda ser o todo, cada um põe através de seu instrumento sua voz, um pouco de sua alma, um pouco de sua vida. Quando o Rodarte saiu e o Leozinho entrou, por exemplo, muita coisa mudou, mas a banda continuou seguindo sua própria alma, sua própria vida

ZAPPHY – Se pegarmos o primeiro CD de vocês (acebolado) e vamos escutando os que vieram depois, o primeiro tem uma pegada seca e crua, típica de uma banda nova, cheia de energia. Porém, depois, é nítido que a banda amadureceu musicalmente, inclusive compondo sucessos que foram cantados por outras bandas (como por exemplo “O sol” na voz da banda JQuest). Neste próximo trabalho de vocês (No país das maravilhas), qual vai ser a sonoridade que iremos encontrar e ouvir? 

Beto Nastácia - Nesse ultimo cd (Tianastácia no pais das maravilhas), a nossa vontade foi exatamente buscar a essência de uma banda de rock (baixo guitarra e bateria) com mais irreverência, característica mais marcante do acebolado, com mais desprendimento, falando de temas que nos interessam mais, como política comportamento e é claro, mulher.

ZAPPHY – Neste próximo disco, vocês fazem uma versão da música “Faroeste caboclo”. Esta roupagem e inclusão da música foi um processo natural proveniente dos shows? Pergunto isso porque o Maurinho já cantava isso nos shows, não é isso? 

Beto Nastácia - Em 1999 o tia entrou, através de um “concurso”, no Pop Rock Brasil, evento realizado no estádio do independência que homenageou Renato Russo. Todas as bandas que participaram tocaram uma musica da Legião Urbana. O Tianastácia, como banda de abertura, tinha 30 minutos de show. Quando comunicamos o pessoal do festival da nossa decisão de tocar “faroeste caboclo”, eles disseram que éramos loucos, pelo tamanho e por ser uma musica”complexa”. Ficamos ainda mais empolgados com esse comentário. Naquele festival a nossa versão foi eleita a melhor de todas e desde então sempre tocamos. Como tudo em nossa carreira a regravação dessa musica foi um processo natural

ZAPPHY – Sempre escuto que a banda está fazendo shows por todo o Brasil. O que vocês pensam, em termos de show, para este disco? Vai ser mantido aquele clima intimista característico da banda, ou vocês pensam em uma produção diferente? 

Beto Nastácia - O nosso objetivo é ser a maior banda de rock do Brasil, Não falo do mundo porque o Mick Jagger não morreu, mas cada vez mais as bandas se utilizam de efeitos sonoros e visuais, infinitas luzes painéis de led e etc. Se todos vão por esse caminho seguiremos na contramão

ZAPPHY – E como tem se dado a relação da banda com a mídia, seja ela falada ou escrita? Pergunto isso porque me parece que as rádios voltaram tocar somente aquilo que é pago e não aquilo que é bom. Pergunto isso porque a música “Fica aqui”, que se encontra no site de vocês para ouvir e ver, deveria estar hoje entre as 10 mais de qualquer FM!

Beto Nastácia - Existe uma máfia na industria da musica no Brasil (como em quase todos os setores de nossa economia). Encaramos isso da forma como encaramos nossas vidas. Somos honestos, verdadeiros e trabalhamos sobre os pilares da palavra da família da amizade do respeito ..........

ZAPPHY – Falando da música “Fica aqui”, o vídeo dela é muito divertida e vocês “brincam” com o estilo BEATLES. Como é que surgiu esta idéia e como este vídeo tem sido aceito pela mídia televisiva e pelo público em geral? E porque ela ficou de fora do novo disco? 

Beto Nastácia - Essa musica apareceu numa entre safra (entre um disco e outro). A gente achou ela muito boa e resolvemos gravar. Chamamos o Marcelo Sussekind, gravamos num estúdio no Rio de Janeiro e soltamos sem maiores pretensões. O Gustavo da Sixstar vídeos, nosso parceiro (fez os encartes do Orange 7 e do TPM), deu a idéia dos Beatles. Nós rachamos os bicos... se a gente achou graça agente faz!

ZAPPHY – Na minha opinião, o FestValda foi um festival que possibilitou várias bandas no eixo MG-RJ-SP a mostrarem a cara e o trabalho. Porém, o festival perdeu a força e acabou. Vocês acham que, hoje, deveriam ter mais festivais para que novas bandas possam mostrar o trabalho, ou será que a internet já faz isso? 

Beto Nastácia - O Festivalda mudou nossa vida. Se não fosse aquele festival naquela época, provavelmente o Tianastacia nunca sairia da garagem. Os festivais sempre fizeram parte da historia da musica brasileira. O Tianastácia já participou de vários, inclusive o itabirano da canção. e graças a deus fomos premiados em todos

ZAPPHY – Vocês têm um DVD. A banda planeja um próximo DVD ou isso é um assunto que ainda está amadurecendo?

Beto Nastácia - Faremos um ao vivo no final dessa turnê, quando o show estiver mais maduro 

ZAPPHY – Uma mensagem final para os seus fãs e para os leitores da Revista ZAPPHY.

Beto Nastácia - O rock’n’roll vai salvar o mundo