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ZAPPHY – Você conseguiu, ao longo de sua vida, construir uma sólida carreira. Porém, é de saber que você teve seus momentos, digamos assim, ruins. Já teve algum momento em que você pensou em desistir?

Eduardo Costa - Saí da roça com 8 anos de idade e vim morar em BH, com a minha avó, em busca do meu sonho de “ser cantor sertanejo”. Como precisava ajudar financeiramente minha avó, fui trabalhar em um sacolão no mercado central e em uma floricultura.. é claro que arranjava ‘bicos” para cantar em botecos a noite. Muita vezes não ganhava um centavo, mas o prazer de cantar era o mais importante. Antes de existir o Eduardo Costa, participei de uma banda chamada “Banda Caipira” e logo depois fiz uma dupla chamada “Eduardo e Cristiano”. Só que a vida continuava e eu precisava de dinheiro pra viver, e viver pela dupla já não dava mais. Passei por muita dificuldade financeira. Parei um ano, pois precisava trabalhar em outra coisa. Mas, foi com a força e o apoio dos meu amigos, que não me deixaram desistir da carreira, que continuei.

ZAPPHY – Fale um pouco deste seu novo disco. O que você buscou trazer para os seus fãs, além de romantismo (Eu aposto) e irreverência (Cachaceiro)? Pode-ser considerado como o trabalho mais significante de sua carreira? Qual é a faixa que você, em termos pessoais, mais gosta?

Eduardo Costa - Esse é o meu sétimo trabalho inédito. Esse trabalho tem todas as influências da música sertaneja... Remete às antigas modas caipiras, o romantismo, e o humor nas letras de algumas músicas. O disco tem 16 faixas, e cinco delas são compostas por mim juntamente com outros parceiros. A produção é de César Augusto, um profissional de extremo respeito e credibilidade no meio. Uma das faixas, “Você foi Atriz”, composta por Bruno (Bruno & Marrone) e Edson (Edson & Hudson), tem a participação do Bruno. E a faixa “Melhor ou Pior” é uma composição de Zezé di Camargo. Acho que o trabalho mais recente é sempre o mais significativo, quanto à faixa que mais gosto, sou suspeito para falar pois sou apaixonado por todas as músicas do disco.

ZAPPHY – Pouca gente sabe, mas você tem apadrinhado várias duplas sertanejas, como por exemplo, Sandiego & Fabiano e Bruno & Breno. É uma coisa que aconteceu assim naturalmente ou que você, quando no início de carreira também teve?

Eduardo Costa - É uma coisa que acontece naturalmente, como não tive isso, sempre que posso, quero ajudar pessoas que enfrentam o mesmo momento que enfrentei alguns anos atrás.

ZAPPHY – Hoje, vários solistas arrumaram um parceiro e fixaram duplas. Porém, você (tal qual o Leonardo e também o Daniel) se mantém sozinho. Você já pensou, alguma vez, ter uma dupla? Se sim, quem, em sua opinião seria o cantor que geraria a melhor dupla contigo?

Eduardo Costa - Na verdade, acho que sou um dos percussores de solistas na música sertaneja, pois tanto o Leonardo quanto o Daniel, infelizmente são solistas hoje devido a fatalidades que aconteceram. Eu já tive um dupla chamada Eduardo & Cristiano que não deu certo, depois dessa experiência, adotei o nome Eduardo e acrescentei meu sobrenome Costa e resolvi arriscar e cantar sozinho. Deu certo! Ah... Acho que isso é complicado de falar... mas tenho diversos ídolos que gostaria de cantar junto, e graças a Deus já tive a oportunidade de cantar com alguns deles como, por exemplo, o Leonardo e o Bruno da dupla Bruno & Marrone. 

ZAPPHY – Minas Gerais tem se tornado um celeiro indiscutível em termos de qualidade sertaneja. Mas há pouco tempo atrás, muita gente torcia o nariz para os sertanejo. Você, que já está há bem tempo na estrada, como por exemplo o Marcelinho da dupla Marcelinho de Lima & Camargo, como vê esta mudança. O que gerou esta mudança em sua opinião?

Eduardo Costa - Essa mudança foi acontecendo gradativamente. Desde que o sertanejo começou a tocar nos grandes centros urbanos começou, cada vez mais, conquistar e ganhar mais espaço. As músicas foram ficando cada vez melhores e o mercado foi se profissionalizando cada vez mais. E devido à qualidade musical, o estilo, a mensagem, seja romântico e/ou divertida, o sertanejo foi conquistando cada vez mais admiradores e se tornou uma música sem fronteira e sem diferença social e cultural, e eu fico muito feliz por fazer parte disso.

ZAPPHY – O seu último DVD (Eduardo Costa ao vivo) foi um grande sucesso onde, eu particularmente destaco um momento, bem no início do DVD onde você aponta para BH e diz batendo em seu peito: “esta é minha cidade!!!” Foi uma homenagem à cidade que até hoje você mantém grande vínculo?

Eduardo Costa - Com certeza! Sou muito ligado à minha origem e às minhas raízes, e foi maravilhoso poder gravar meu primeiro DVD na minha Terra Natal. Nossas origens nunca saem de dentro da gente, por isso, com certeza, até hoje mantenho esse vínculo.

ZAPPHY – E quando os seus fãs poderão ter a oportunidade de ter o seu segundo DVD? Algo já nos planos?

Claro! Eu não paro! Rs. Estaremos gravando o segundo DVD no segundo semestre de 2009. E pode deixar que quando tiver as novidades, aviso todos do jornal ZAPPHY.

ZAPPHY – Uma mensagem para os seus fãs de Itabira e região e aos leitores do Jornal ZAPPHY.

Eduardo Costa - Os fãs são a minha fonte de inspiração! São eles que me dão gás a cada dia! Quero aproveitar e mandar um grande beijo para a galera que acessa meu site, meu fã clube oficial “Coração Aberto”, a galera do orkut e do youtube também! Amo muito todos vocês! Obrigado pelo carinho.